Yamaha comemora seus 40 anos no Brasil

Em 10 de outubro de 1974, em Guarulhos, na grande São Paulo, era fabricada a primeira motocicleta brasileira. Uma Yamaha RD 50, apelidada carinhosamente pelo público de “cinquentinha”. Começava assim uma grande indústria nacional que neste ano completa 40 anos no País, a Yamaha Motor do Brasil, primeira fábrica de motocicletas aqui instalada e consolidada hoje entre as maiores montadoras.

Nesse período, a marca lançou mais de 140 modelos, despertando o desejo e atendendo a paixão dos brasileiros pelas duas rodas. Logo após a “cinquentinha”, vieram a RD 75, evolução natural da primeira, e a RS 125, montada com peças e acessórios todos fabricados no Brasil. A companhia introduziu vários segmentos de motocicletas no mercado brasileiro, como as primeiras Trail, Cross e Racing nacionais, contribuindo e caminhando junto com a história do segmento no Brasil.

Ainda na década de 1970, a TT 125 foi a primeira Trail brasileira, com amortecedores “superdimensionados”, maior curso e resistência e com garfo dianteiro mais longo. Na categoria Cross, a DT 180, logo depois rebatizada como DT180 Super – que foi campeã de inúmeros enduros (principalmente o Enduro da Independência). E a RD 350, que ainda é buscada por muitos colecionadores, foi a primeira Racing nacional. Fabricada entre 1986 e 1993 foi febre e formou muitos pilotos.

Na década de 1990, dois modelos icônicos passaram a ser importados pela marca apresentando o que há de melhor sobre duas rodas em todo o mundo. A V-Max, trazida em 1994 e até hoje referência em motocicleta que entrega o máximo nos quesitos força, desempenho, conforto e potência. E em 1998 – menos de um ano depois do lançamento mundial – a YZF-R1, modelo moderno e que representa a busca dos engenheiros da marca de integrar homem e máquina em um único símbolo, ou seja, a extensão do motociclista. A Yamaha foi pioneira dessa ideia e hoje todas as esportivas, influenciadas por esse conceito, seguem de uma maneira ou outra o tom que essa motocicleta trouxe no seu lançamento.

Confira abaixo, 40 fatos marcantes dos 40 anos da Primeira Fábrica de Motocicletas do Brasil

  1. O nome Yamaha vem de seu fundador “Torakusu Yamaha”, filho de um astrônomo que serviu ao clã Kishu Tokugawa – numa era em que o Japão presenciava enormes reformas à medida que se transformava de um País feudal numa sociedade moderna. Em 1887 construiu o seu primeiro órgão musical e, em 1897 criou a Nippon Gakki Co. Ltd. – atual Yamaha Corporation.  A essa altura a Yamaha já era pioneira na produção de instrumentos musicais ocidentais no Japão.
  2. A Yamaha Motor Corporation Ltd., braço da linha de motores da companhia, surgiu 58 anos depois, em 1955, e foi criada pelo então presidente da Nippon Gakki, Genichi Kawakami.
  3. Tudo começou com a motocicleta de 125cc, a YA-1, conhecida popularmente como “Aka-tombo” ou ‘libélula vermelha”. Foi a primeira motocicleta da companhia, símbolo da qualidade, do desenvolvimento e da originalidade que desde então identificam a marca Yamaha. O “Y” vem de Yamaha, e o “A” e o “1” são uma alusão a “primeira motocicleta”.
  4. Dez dias após a fundação da Yamaha Motor Corporation, em 1º de julho de 1955, a equipe Yamaha de competição venceu a 3ª Corrida de Subida do Monte Fuji e levou os primeiros lugares nas etapas que se sucederam até o ano seguinte no Japão, quando passou a participar e destacar-se também em competições internacionais.
  5. O emblema da Yamaha, um arranjo de três diapasões usados para afinar instrumentos musicais, foi definido pela Nippon Gakki em 1898 e tem sido usado pela Yamaha Motor desde a sua fundação. Os três diapasões no emblema original incorporam a ideia de “três braços de produção, marketing e tecnologia ousadamente ascendendo para o mundo”. Hoje a Yamaha Motor acrescenta sua própria definição ao emblema, de “clientes, sociedade e indivíduos”.
  6. A Yamaha foi pioneira mundial no segmento On/Off Road, com o lançamento da Yamaha DT-1, em 1968.
  7. A filosofia da Yamaha mundial, desde sua fundação, é o Kando, uma palavra japonesa, sem tradução para o português, que exprime sentimento de profunda satisfação e intenso entusiasmo experimentados quando nos deparamos com algo de excepcional valor. É a sensação positiva que vem por meio dos sentidos, visão, tato, olfato etc. A Yamaha segue essa filosofia e busca sempre criar motocicletas que tenham um ronco instigante, sejam belas em seu design e que satisfaçam a vontade de desempenho e conforto.
  8. No Brasil, o primeiro escritório da empresa, na época ainda como importadora, foi fundado em 1970, e era situado na Rua General Osório, em São Paulo. Nessa época chegam as primeiras motocicletas de média cilindrada e as famosas 650 quatro tempos.
  9. As motocicletas importadas nesse primeiro momento eram 2 tempos:
    V50(E) 50cc cub monocilíndrica
    F5 50cc street monocilíndrica
    GI(F) 80cc street monocilíndrica
    Y-L1(E) 100cc street bicilíndrica
    Y-A7(E) 125cc street monocilíndrica
    Y-AS1 125cc street bicilindrica
    Y-CS2E 180cc street bicilindrica
    Y-DS3(E) 250cc street bicilindrica
    Y-R3 350cc street bicilindrica
    R3 street bicilindrica.
  10. As siglas são muito comuns neste segmento, as primeiras delas foram:
    F = 50cc
    G = 80cc
    L = 100cc
    A = 125cc
    C = 175cc/180cc/200cc
    D = 250cc
    R = 350cc
    S = Street
    T = Trail
    E = Partida elétrica
    F = Partida mecânica
    X= Motor quatro tempos
  11. Em 1973 chegam as primeiras motocicletas de média cilindrada da famosa linha XS posteriormente denominada TX com motos de 500cc, 650cc e 750cc. Pouco a pouco a Yamaha desenvolvia um projeto mais ambicioso, que previa a construção de uma fábrica localizada em Guarulhos, SP, nas margens da Rodovia Presidente Dutra que estrategicamente a deixava próxima do interior do estado paulista e do porto de Santos.
  12. Em 1974 a Yamaha do Brasil inaugurou sua fábrica no Brasil, a primeira planta da marca fora do Japão e a primeira de motocicleta em solo nacional. Ano em que produziu a primeira motocicleta do Brasil, a RD50, conhecida como “Cinquentinha”.
  13. No mesmo ano, o italiano Giacomo Agostini, considerado um dos maiores pilotos de motocicletas de todos os tempos foi para a equipe da Yamaha no MotoGP. Logo na sua estreia, venceu o Daytona 200.
  14. RD 75 – Produzida entre 1976 e 1979 – tinha motor monocilíndrico, dois tempos de 73 cilindradas.
  15. Em 1977, a marca apresentou a Yamaha RS125, modelo que contava com as peças e acessórios produzidos pela indústria brasileira.
  16. Em 1978 mais uma vez a Yamaha se mostrou pioneira fabricando a primeira “Trail” brasileira, a TT125 que contava com amortecedores “superdimensionados”, maior curso e resistência, e um garfo dianteiro mais longo, elevando a altura mínima do solo. Abriu caminho para o desenvolvimento das motocicletas trail e on/off nesse mercado. Ela foi comercializada até 1984 e introduziu ainda mais o hábito de pilotar em trilhas e estradas de terra. Quem gostava muito da novidade era o time de inspeção de qualidade da fábrica que em seus testes com o modelo rodavam até 400km por dia cortando as paisagens da Serra do Mar, antes da inauguração da Rio-Santos (em 1985).
  17. É da Yamaha também a primeira Cross brasileira. A DT180, lançada em 1981 e um ano depois rebatizada como DT180 Super. Um dos maiores sucessos de vendas da marca no Brasil, ela era equipada com suspensão traseira do tipo Monocross, Cantilever, chassi berço duplo e sistema YEIS (Yamaha Energy Induction System). Na DT180 Super encontrava-se câmbio de 6 velocidades e balança traseira redesenhada, com tubos de aço de seção reta. Ela foi campeã de inúmeros enduros (principalmente o mais importante deles, o Enduro da Independência). Até o término de sua produção, outras variações da DT 180 foram produzidas, entre elas as DT 180L, DT 180N e DT 180Z.
  18. E não para por aí, a primeira Racing nacional é da Yamaha, a RD350, fabricada por aqui entre 1986 e 1993. Sua produção se caracterizou por duas fases distintas. A primeira produção: RD350, RD350LC e RD 350 Export e asegunda, com a RD350 R, com carenagem totalmente fechada e conjunto de farol redondo duplo. A RD350 foi apelidada de viúva negra por conta do forte desempenho. Com a barreira a produtos importados na época, esse modelo era a alegria dos amantes de velocidade e contou com uma categoria de corrida exclusiva, a Copa RD, que formou muitos pilotos e proporcionou fortes emoções aos amantes das duas rodas
  19. Ténéré é uma região no meio do deserto do Saara e foi cenário dos primeiros Rallys Paris-Dakar. No final dos anos 1970, muitos pilotos inscritos na competição usavam a XT500, da Yamaha. O piloto francês Cyril Nevew ganhou a etapa de 1979 sobre uma moto da Yamaha, mais uma vez mostrando a vocação da marca de ser vencedora. Em 1988, a Yamaha lança a XT 600Z Ténéré, inspirada na tecnologia da motocicleta de competição. Ela arrebatou uma série de devotos no mundo todo.
  20. Em 1985, a Yamaha consolida ainda mais suas raízes no Brasil, inaugurando, na Zona Franca de Manaus, a Yamaha Motor da Amazônia, sua segunda fábrica, aumentando ainda mais sua capacidade de atender ao mercado nacional. A mudança vem em bom momento, atendendo a necessidade de produzir modelos de maior cilindrada, que requeriam peças com maior valor tecnológico.
  21.   Em 1991, a DT 200 foi a primeira on/off road de motor dois tempos com refrigeração liquida produzida pela Yamaha do Brasil. Fabricada até 1998, ela vinha equipada com freio a disco na dianteira, suspensão traseira New Link Monocross, pneus com maior aderência e sistema YPVS (Yamaha Power Valve System) a famosa válvula desenvolvida pela Yamaha que aumenta o torque em diversas rotações de motor.
  22. Atenta aos desejos dos consumidores, além de aumentar a linha de produtos oferecidos, a Yamaha inicia em 1992 a importação diretamente do Japão da XTZ 750 Super Ténéré. Um dos modelos de maior sucesso em todo o mundo, proporcionava grandes emoções, além de muita segurança nas viagens de longa distância. Proprietários e pilotos aprovam a máquina devido seu conforto e sensação de solidez, além de alta autonomia no tanque de combustível de 26 litros.
  23. Ainda no segmento on/off road, em 1993, a Yamaha do Brasil passa a produzir a XT 600. Ela veio reforçar o potencial do mercado nesse nicho recebendo, inclusive o prêmio Moto de Ouro, da revista Motociclismo por seis vezes.
  24. Um ponto importante da história da marca no Brasil foi a migração dos motores dois tempos para quatro tempos. O dois tempos são de fácil e barata manutenção e ofereciam alta performance. Porém, apesar do motor quatro tempos exigir uma manutenção mais especializada, oferece menores índices de emissões de gases. A partir do momento que a marca percebeu que os avanços tecnológicos nos motores quatro tempos batiam com o desempenho dos dois tempos – utilizando tecnologia eletrônica embarcada – a migração foi um passo natural.
  25. O Máximo. A V-Max foi importada pela primeira vez ao Brasil na década de 90 até a virada do século. Defini-la é sempre uma tarefa ingrata. Talvez por isso seja é uma das poucas motocicletas que chegaram ao status de “lendária”. Ela contava com motor V4, 1198cc, com 145 cavalos. Além disso, seu design e estilo únicos a fizeram ser até hoje assunto entre os amantes das duas rodas.
  26. Em 1999, a marca traz a Virago XV 535, atendendo aos desejos de motociclistas “estradeiros por natureza”. O modelo importado seguia a tendência mundial de “reviver os clássicos do passado”. A motocicleta contava com porte elegante, design com ar de “revival”, motor em V, escamento e outros componentes do motor e de sua parte ciclística cromados.
  27. Assim que a YZF-R1 foi lançada lá fora, em 1998, a Yamaha trouxe ao Brasil. A super esportiva também é uma das poucas que se encaixa no perfil de “lendária”, com seu motor de 4 cilindros em linha, 998cc e 182 cavalos. Importando diretamente tecnologia do MotoGP, principal campeonato de motovelocidade do mundo, a “R1”, como é chamada, foi um marco na categoria com design orgânico, performance acima da média e engenharia de ponta. Essa motocicleta inspirou e continua inspirando todas as outras da sua categoria até hoje.
  28. Em 1998, seguindo a tendência de reviver o estilo clássico das motocicletas custom, a Yamaha trouxe ao Brasil a Drag Star XVS 650. Uma motocicleta que alia o visual retrô longo e baixo à tecnologia atual da época. Tem motor quatro tempos, bicilíndrico em “V”, refrigerado a ar de exatos 649cc e transmissão secundária por eixo cardan e profusão de cromados, além do característico ronco dos dois escapamentos laterais sobrepostos no mais puro estilo rock and roll.
  29. O lançamento da YBR-125 com motor quatro tempos em 2000 foi um marco importante de crescimento da Yamaha no mercado de motocicletas brasileiro. Ela foi a primeira genuinamente produzida para o mercado local e a primeira quatro tempos popular. Trazia design moderno e foi muito elogiada. Chegou a ser o quarto modelo mais vendido do Brasil e o mais vendido da marca.
  30. Em 2005 a Yamaha lançou a YS 250 Fazer, pioneira em uma nova geração de motocicletas “verdes” com injeção eletrônica, catalisador e sistema de indução de ar. A  Fazer 250, como é conhecida, surpreende pelo desempenho esportivo aliado ao conforto para um modelo de uso urbano.
  31. Em 2005, a Yamaha XT 660R foi a primeira motocicleta da nova geração com injeção eletrônica e catalisador, produzida somente pela Yamaha do Brasil e pela Yamaha francesa.
  32. Blueflex. O sistema de combustíveis flex da Yamaha foi utilizado na YS 250 Fazer, em 2012. Hoje, em sua segunda geração, o sistema ficou ainda mais eficiente e robusto com adoção de sistema de alimentação de combustível com retorno (sem necessidade de troca do filtro interno da bomba de combustível) e eliminação da espera na saída em dias frios com etanol.
  33. O novo slogan global REVS YOUR HEART, adotado em 2012, comunica os ideais compartilhados mundialmente pela empresa. Expressa o desejo de proporcionar emoção aos clientes. Em uma tradução livre para o português significa: “A Yamaha acelera seu coração!”. A marca desenvolve conceitos originais e inovadores, com o design único dos produtos e qualidade absoluta.
  34. Nova fase no Brasil. No Salão Duas Rodas de 2013, a Yamaha do Brasil anunciou uma nova etapa, entrando com o pé direito no segmento street 150 e anunciando um novo lançamento a cada seis meses. A YS 150 Fazer foi apresentada no Salão, o modelo chegou para mexer com o principal segmento do mercado brasileiro (150cc street). O primeiro modelo de 150cc que a montadora japonesa comercializa no território nacional foi desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro. O projeto foi feito em parceria pelas áreas técnicas do Brasil e do Japão. Tudo alinhado com o novo slogan “Revs Your Heart”.
  35. A lenda ressurge, a nova V-Max foi trazida ao Brasil no final de 2013. O novo modelo conta com motor V4, com refrigeração líquida de 1.679cc, que gera até 200 cavalos a 9.000 rpm com torque máximo de 17,0 kgf.m a 6.500 rpm. Seu design repaginado, com quadro preto em alumínio forma um arco por cima do motor, enquanto os tubos gigantes nas forquilhas dianteiras não se comparam a mais nada visto em qualquer outra motocicleta. O seu estilo incomparável é ainda mais enfatizado pelas quatro enormes entradas de ar em alumínio, de estilo agressivo e acabamentos manuais.
  36. T-Max um ícone de sofisticação, design e esportividade. A motocicleta executiva de 530cc ganhou vários prêmios e faz muito sucesso no mercado europeu, sendo recordista de vendas em 2012 por lá. Desde 2013 é vendida também no Brasil atendendo a um mercado cada vez mais aquecido.
  37. Dando seguimento a nova fase da marca, a Yamaha apresentou no começo de 2014 a XTZ Crosser 150. Também fruto da parceria entre as áreas técnicas do Brasil e Japão, ela foi desenvolvida com o conceito on/off road, trazendo elementos de esportividade e aventura para quem quer uma motocicleta para o dia-a-dia.
  38. Família Ténéré brasileira. Além da XTZ 250 Ténéré, XT 660 Z Ténéré, a Yamaha do Brasil passou a fabricar também a XT 1200Z Super Ténéré, em duas versões, Standard e Deluxe. Isso faz com que o País seja o único do mundo a produzir a renomada família inteira.
  39. Valentino Rossi é um dos maiores pilotos de todos os tempos do MotoGP, principal categoria de competição sobre duas rodas do mundo, nove vezes campeão e piloto da Yamaha Racing. Em setembro de 2014 ele bateu o recorde de piloto que mais pontuou na história da competição, somando 5.000 pontos.
  40. The Dark Side of Japan, ou “O lado escuro do Japão”, chegou ao Brasil no segundo semestre de 2014 com a MT-09. Montada em Manaus, a MT (abreviação para Mestre do Torque) traz esse conceito e é sucesso no exterior com suas 850cc, 115cv e 8,92 kgf.m de torque chega ao mercado brasileiro com seus três cilindros e design único. A MT-09 traduz um conceito inovador que combina elementos característicos de modelos esportivos, naked e motard. Compacta e com apenas 191kg, sua entrega de potência é linear e agradável, além de emitir um som inconfundível.

40 anos de história da Primeira Fábrica de Motocicletas do Brasil.

Conheça mais sobre a trajetória da marca no site: www.yamaha-motor.com.br

Fonte: Yamaha

Autor: Eduardo Azeredo

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Do Rio de Janeiro, há mais de 14 anos envolvido com o motociclismo, e atua como piloto de testes e jornalista motociclístico para diversos veículos de comunicação, em especial o Jornal Motocycle, Revista Torque, CarPoint News, entre outros, fazendo avaliações / testes de motocicletas e produzindo matérias a respeito do mundo duas rodas. Também apresentador do programa Duas Rodas News, na emissora Luau TV

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